A menina mais triste do mundo jamais poderia imaginar que acabaria essa noite apaixonada.
Enquanto tomava seu drink, no canto de um bar qualquer, sentia como se a observassem. Mas mesmo que procurasse, não conseguia encontrar o dono do olhar que a perturbava. Até que em um instante de descuido pôde perceber que alguém lá do fundo do palco a olhava. A olhava de forma inquisitiva, ultrajante, sem escrúpulos, sem pudor. Um olhar que queria ver por baixo da roupa, por trás dos olhos, por dentro da alma. Esse olhar... era exatamente o tipo de olhar que faz a gente largar tudo sem pensar, que deixa a gente sem reação, com um nó na garganta e uma dor no estômago. Era esse o olhar que o músico desconhecido lançava à ela.
Logo, em alguns minutos, tudo ao redor já tinha desaparecido. A única coisa que restava era aquela melodia. Aquela batida que mais parecia o soar de um coração. É. Talvez fosse mesmo, o dele e o dela juntos, compassados, num mesmo ritmo, numa mesma canção, num mesmo bater. Aquela música era dela. Ele tocava para ela, mais ninguém.
E quando a música acabou, ele se levantou e veio em sua direção. Olhar para ele dava coisas. Ele emanava uma mistura de força, agressividade e paixão, com cheiro de mar e liberdade. De repente era isso: ela queria voar... com ele!
_ Quero você, garota!
Nesse instante, tudo fez sentido!
FIM!
Nenhum comentário:
Postar um comentário