"Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível: com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo."
Antonio Gedeão
... de um lado a poesia, o verbo, a saudade. Do outro a luta, força e coragem pra chegar no fim."
quinta-feira, 4 de março de 2010
"Sou Pierrot, sem destino,
vazio d'alma, um cretino,
dorido de saudade,
vagueio, só pela cidade.
Procuro-te, Colombina,
teu sorriso de menina,
que me rouba o coração,
ou talvez sim, quiçá não.
Desdenho do Arlequim -
o fantasma do grotesco,
vil, trajado de burlesco -
a quem amas, ai de mim!
Pierrot, Polichinelo,
Bobo, palhaço, capelo,
esgar de riso amarelo,
maldição, azar, flagelo.
Pierrot, louco amante,
vadio, ladrão, que tratante!
Sou quem suspira de dor
por Colombina, amor.
Pierrot, que ri, chorando,
patético ser do nada,
p'la cidade caminhando,
em busca de sua amada!
Triste Pierrot, que ri
sangue no branco do rosto,
e as lágrimas de desgosto,
de quem beijar, nunca vi!"
Cyrano de Bergerac
vazio d'alma, um cretino,
dorido de saudade,
vagueio, só pela cidade.
Procuro-te, Colombina,
teu sorriso de menina,
que me rouba o coração,
ou talvez sim, quiçá não.
Desdenho do Arlequim -
o fantasma do grotesco,
vil, trajado de burlesco -
a quem amas, ai de mim!
Pierrot, Polichinelo,
Bobo, palhaço, capelo,
esgar de riso amarelo,
maldição, azar, flagelo.
Pierrot, louco amante,
vadio, ladrão, que tratante!
Sou quem suspira de dor
por Colombina, amor.
Pierrot, que ri, chorando,
patético ser do nada,
p'la cidade caminhando,
em busca de sua amada!
Triste Pierrot, que ri
sangue no branco do rosto,
e as lágrimas de desgosto,
de quem beijar, nunca vi!"
Cyrano de Bergerac
"A medida do amor é amar sem medida" - Victor Hugo
"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luis Fernando Veríssimo
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