... de um lado a poesia, o verbo, a saudade. Do outro a luta, força e coragem pra chegar no fim."
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real
E ainda que a velha mania de sair pela tangente
Saia pela culatra
O que se faz aqui, ainda se paga aqui
Deus deu mais que ar, coração e lar
Deu livre arbítrio
E o que você faz?
E o que você faz?
Aqui jaz um coração"
Mais que um mero poema, Rosa de Saron
A brisa que soprava do mar bagunçava seus cabelos, acariciando sua pele exposta pelas roupas curtas.
Com os braços abertos, tentava abraçar o mar. O mar, por sua vez, agia como se desejasse alcança-la também: cada vez que sorria, uma onda maior arrebentava na areia. Cada vez que dançava com o vento, o mar ficava ainda mais furioso.
Que coisa estranha. O mar parecia com ciúmes da brisa morna. Parecia com ciúmes daquela menina com os pés na água.
O jeito como o mar agia só podia ser paixão. E é claro: pela menina. Era compreensível. Impossível não se apaixonar por aquela beleza e inocência. Impossível não se apaixonar por aquelas formas firmes e ao mesmo tempo suaves.
E no fim do dia, depois de recolher as conchinhas que o mar mandava para a areia, ela me notou. E sorriu daquele jeito que tinha sorrido para o mar.
E assim como o mar, me apaixonei perdidamente. Me apaixonei por aquele sorriso, por aquele corpo, por aqueles olhos. Olhos escuros, negros como a noite.
Tornei-me prisioneiro daquela boca. Virei escravo do amor de Ana. Ana. Minha bela Ana.
Hoje, depois de tanto tempo, ainda não sei se o mar me perdoou por ter levado Ana. Ela é e sempre será minha. Nossa história nunca acabará, pois a amo mais do que tudo. Mais do que a mim mesmo.
A única história que ficou para contar é sobre o amor do mar por uma menina. O amor do mar por Ana.
Débora Helene
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
Ás de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas...
Tudo bem...até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem...seja o que for...
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas"
Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ando sentimental demais... quase sentimentalóide!
Sentimentalóide a ponto de ouvir o Fiuk (Bernardo, da Malhação) cantando a música Só Você (do pai dele, Fábio Jr.) olhando pra menina que ele gosta (o de sempre!) e achar lindo :s
Ou pensar que nem uma louca em alguma coisa pra escrever e ter medo do que pode sair.
Ou tentar preencher os dias, mas não conseguir sair da frente do pc (*-*)
Ou chorar por qualquer coisa que aconteça... desde o cachorro branco abandonado à saber que tem que trabalhar o dia todo no sábado.
Ou me emocionar ouvindo uma música (ou várias!)
Ou me derreter com palavras doces e ficar p... da vida com descaso.
E assistir várias e várias vezes "O Fantasma da Ópera" e chorar em todas (mas esse é um tema futuro para o blog)
E ficar relendo coisas antigas (ou nem tanto!) e imaginar se elas voltarão ou se são reais.
E se sentir ridícula, boba...
Você sabe como sentimento é brega, né?! Amor é brega! Paixão é brega!
Eu não tenho nenhum tipo de preconceito com breguice... e gosto de ser diferente.
Se for pra falar o que ta sentindo e fazer o que tem vontade eu voto à favor do brega. Se fosse assim ninguém mais passaria vontade (de nada) e quem sabe as pessoas nos deixariam em paz.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Para quem me odeia - Fernanda Young
"Para quem me odeia
Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim. Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco. Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria fi car feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.
Com amor, da sua eterna"
Pra quem me odeia - Fernanda Young (colunista da Claúdia)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Até que enfim a 1ª postagem do ano...
Outro ano já começou com velocidade máxima.
Quero pra esse ano: escrever mais no blog, levar a vida de leve, viver cada segundo intensamente, dizer o que penso, fazer o que quero e acima de tudo, ser feliz sem medida.
Que venha 2010... com tudo! :) ;)